Dói ausente o momento
De distante se ver
Nunca aproximado, pois desde sempre momento.
Dói ausente o momento
Ausente da paixão latente
Na memória lida
E apagada de repente.
Dói ausente o momento
Demorado e inexistente
Apenas para ser, por mais uma vez, momento.
Dói ausente o momento
Como se dele não fosse
O gotejar lento do abdicado sangue
Minado de sincera foice
Dói ausente o momento
De boca esfriada
Filho dessa estranha ausência e desde sempre esperada.
sábado, 13 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Dói ausente (ou dói quieto?) que é pra doer sempre... e não faltar prazer...
ResponderExcluir